Recém nascidos [RNs] prematuros em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal [UTIs] são muito suscetíveis a diversos agravos e principalmente às infecções, sendo que muitas delas podem ocorrer através de artigos e equipamentos usados para aleitamento.

Quando os kits de artigos para alimentação indireta dos RNs são usados por diferentes mães, a esterilização entre uso é questão plenamente resolvida e aceita pelos serviços neonatais. Porém, o problema surge quando esses kits são usados diversas vezes pela mesma mãe, quando então a esterilização se torna uma desvantagem, principalmente pelos custos envolvidos no volume de reprocessamento diário – cada mãe utiliza diariamente os kits em média 8 vezes ou mais. Da mesma forma, a utilização de kits descartáveis não é realidade em muitas UTIs Neonatais por questões óbvias de custos acentuados e mães que não podem arcar com essa estratégia.

Sendo assim, os serviços de neonatologia optam por realizar reprocessamento local desses artigos com seus respectivos kits e acessórios, para alimentação dos RNs.

Nesse trabalho publicado pelo Canadian Journal of Infection Control [Jan/2012], as autoras [Reino Unido] fazem uma análise acerca dos riscos potenciais de prematuros em UTI Neonatal adquirirem infecções relacionadas indiretamente aos artigos usados para alimentação, principalmente os kits de bomba de extração de leite materno, das chupetas e de escovas para higienização de mamadeiras.

Os principais métodos de reprocessamento local desses artigos são apresentados de forma resumida em uma tabela, apontando os pontos positivos e negativos de cada um.

As autoras chamam atenção para questões importantes na prevenção das infecções de RNs, em especial relacionadas aos kits de bomba de extração de leite materno:

  1. Método do reprocessamento – calor através de vaporizador, desinfetante químico como hipoclorito de sódio, esterilização em autoclaves ou somente higienização com água e sabão;
  2. Erros nas etapas do reprocessamento – ex: proceder ‘secagem’ rigorosa dos artigos para prevenir surtos por microrganismos Gram negativos [como já descritos na literatura para esses artigos neonatais]; cuidado rigoroso no uso de produtos químicos – enxágüe abundante para evitar ingestão de elementos químicos pelos prematuros o que levaria a outros danos;
  3. A forma de utilização desses kits – compartilhados entre mães ou uso repetido para a mesma mãe; etc.

A conclusão das autoras  é que para esses artigos citados acima utilizados pela mesma mãe, repetidas vezes, apenas a higienização rigorosa deles seria o suficiente e isso tornaria todo processo sendo de baixo custo. Porém ressaltam fortemente o enxágüe excessivo, a secagem rigorosa e a estocagem desses artigos em recipientes secos e higienizados diariamente.

Para os profissionais de controle de infecção em Neonatologia, essa publicação é uma referência a ser consultada, sem dúvida!!

Acesse também o trabalho na íntegra em:  Gilks et al_JIP Jan2012

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                                                                                                                                                                                                                                 – Kátia Costa

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