Publicado no IJIC [4o trim 2011] – International Journal of Infection Control

Um estudo realizado entre setembro e outubro de 2007 no Departamento de Ginecologia e Obstetrícia de um Hospital Universitário na província de Java – Indonésia; avaliou o conhecimento, atitude e adesão percebida às precauções universais [PUs] entre profissionais de saúde [PS] desse Departamento.

Método: realizado um estudo de corte-seccional onde um questionário com 182 perguntas fechadas foi aplicado ao staff de medicina, de enfermagem, aos residentes de medicina, estudantes de enfermagem em obstetrícia e às parteiras. O questionário continha questões referentes às condições sócio-demográficas, o atual trabalho no Departamento, itens sobre acidentes ocupacionais passados com perfurocortantes e se estavam de acordo em verificar o status sorológico para HIV e hepatites B e C, uso de equipamentos de proteção individual na jornada de trabalho, adesão às precauções universais, etc. Scores foram utilizados para medir: conhecimento, atitude e adesão percebida quanto às PUs.

Resultados: dos profissionais que participaram do estudo, 72% responderam todo questionário; 48% dos participantes já tinham sofrido acidente perfurocortante; 44% dos acidentes ocorreram no plantão noturno; 94% do staff e estudantes percebiam os riscos de infecção por exposição ao sangue; mais de 70% dos participantes recebeu treinamento em PU. Quanto ao conhecimento sobre o tema, os três itens mais citados foram: higienização das mãos [97%]; EPIs [89%] e descarte de perfurocortantes [80%]. Todos os participantes mostraram atitudes favoráveis às precauções universais, mas 95% mostraram baixa aderência às mesmas; entre outros resultados.

Discussão: apesar dos participantes terem bom conhecimento sobre os riscos com exposição ao sangue, considerarem importante dosar a sorologia para HIV e hepatites B e C e terem sido exaustivamente treinados sobre o tema pela equipe de controle de infecção hospitalar desde 2004; os autores observaram a baixa adesão às medidas de precauções universais pelos profissionais de saúde e uma alta incidência de acidentes perfurocortantes.

Conclusão: este estudo mostrou que, embora o conhecimento dos profissionais de saúde em PUs tenha sido bom e todos os entrevistados mostraram atitudes favoráveis ​​às PUs, a maioria deles relatou baixa adesão às PUs. Existe uma necessidade de formação contínua e adequada sobre PUs para ambos os profissionais de saúde – seniores e juniores. A implementação de procedimento operacional padrão [POP] na comunicação de acidentes e profilaxia pós-exposição é aconselhável. Todos os acidentes devem ser comunicados para permitir uma gestão adequada e prevenção de novas lesões.

Maiores detalhes do trabalho você pode acessar também em Sari et al_IJIC 4oTrim2011

Gostaria de saber mais sobre o tema? Então acesse o CDC – Centres for Disease Control and Prevention [EUA], onde você poderá obter dados americanos sobre risco ocupacional com acidentes em unidades de saúde, além de guidelines.

No Brasil poderá ainda encontrar dados em Risco Biológico.

                                                                                                                                                                                                                                                                                     – Kátia Costa 

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