Publicado no The Israel Medical Association Journal  [Dezembro/2011]

Staphylococcus aureus meticilina resistente é um importante patógeno para ocorrência de infecções nosocomiais em diversos países no mundo e recentemente vem se tornando um grave problema para infecções adquiridas na comunidade.

Trabalhos são controversos quanto às políticas de vigilância para MRSA, de pacientes que podem estar colonizados na admissão, no que se refere à detecção e isolamento desses pacientes e principalmente de subgrupos com alto risco para serem MRSA positivo.

Um estudo conduzido em um hospital em Israel procurou avaliar a adesão de médicos e enfermeiros quanto ao guia de atividades de vigilância de MRSA na admissão de pacientes e estimar impacto dessa adesão na incidência de bacteremia hospitalar por MRSA.

Método: o estudo foi desenvolvido em duas partes – retrospectivo – com coleta de dados em prontuários de janeiro de 2006 a janeiro de 2007 – identificação da adesão por parte dos profissionais, às políticas de vigilância de MRSA à admissão dos pacientes nesse período e quantificar os pacientes colonizados por MRSA. Um segundo momento foi realizado em 2006 e 2009, de forma prospectiva, onde os pesquisadores começaram avaliar a adesão de enfermeiros ao protocolo de rastreamento para MRSA na admissão de pacientes em enfermarias de clínica médica e cirúrgica. Além de observação direta de enfermeiros e médicos para uso das precauções de contato [luvas e capote] e higienização das mãos.

Alguns Resultados: na fase retrospectiva – de 1321 pacientes adultos, 7,8% eram positivos para MRSA. Em 69,9% dos prontuários não havia qualquer registro médico sobre condutas a serem tomadas com esses pacientes positivos. Somente 29% dos pacientes receberam tratamento para erradicação de MRSA  [descolonização] dentro das 24 horas após resultado do swab nasal. Entre os pacientes colonizados por MRSA, em 93% dos prontuários médico e de enfermagem havia etiqueta contendo a informação “precaução de contato” e em 85% dos casos, a etiqueta foi encontrada no leito do paciente. Na fase prospectiva – a aderência aos protocolos de vigilância para MRSA variou de 17,3%-61,5% nas enfermarias de clínica médica e de 32,2%-41,4% nas enfermarias cirúrgicas. No geral, somente 32,4% dos pacientes que deveriam ter sido rastreados à admissão, foram eventualmente rastreados. No contato com pacientes colonizados por MRSA, a média de adesão às precauções de contato foi de 69% para enfermeiros e 31% para médicos quanto ao uso das luvas (ρ < 0,01); 39% para enfermeiros e 7% para médicos quanto ao uso do capote (ρ < 0,01) e 59% para enfermeiros e 41% para médicos quanto à higienização das mãos (ρ < 0,01). As taxas de bacteremia por MRSA diminuíram de 0,48 casos/1000 admissões em 2001 para 0,1 casos/1000 admissões em 2010 (ρ < 0,01).

Algumas Conclusões: esse estudo encontrou uma baixa adesão de médicos e enfermeiros aos protocolos de rastreamento para MRSA à admissão de pacientes. No geral 2/3 dos pacientes que deveriam ter sido rastreados para MRSA na admissão não foram e mais de 2/3 daqueles que eram colonizados por MRSA não receberam qualquer protocolo de descolonização. Apesar da baixa adesão às políticas do guia de vigilância de MRSA, as taxas de bacteremia hospitalar por MRSA diminuíram ao longo de 2005 a 2010. Comparados aos enfermeiros, médicos apresentaram piores resultados quanto à adesão a todos os aspectos de controle de infecção – baixa adesão às precauções de contato [uso de luvas e capote], assim como baixa adesão à higienização das mãos.

Mais detalhes sobre o trabalho acesse no link acima ou em: Zoabi et al _ IMAJ Dez2011

                                                                                                                                                                                                                                                    – Kátia Costa

 

 

 

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