Publicado no American Journal of Infection Control – AJIC  [Abr/2012]

Staphylococcus aureus é um dos patógenos mais prevalentes e ameaçadores tanto em hospitais quanto na comunidade. Possuem ampla capacidade de adquirir resistência aos antibióticos rotineiramente usados, além de causarem várias patologias graves em pacientes internados. Staphylococcus aures resistente a meticilina – MRSA é comumente classificado em HA-MRSA, quando adquirido no hospital e CA-MRSA, quando adquirido na comunidade. Esses patógenos podem ser encontrados em vários locais como: creches, ginásios, presídios e outros cenários ‘não-hospitalares’. Infelizmente, devido à manutenção inadequada das técnicas de higiene ambiental de hospitais/clínicas, Staphylococcus aureus resistente [MRSA] tem se tornado um dos patógenos mais amplamente difundidos também no cenário pré-hospitalar.

Pesquisadores desenvolveram um estudo com o principal objetivo de identificar a prevalência de isolados de S. aureus em cenário pré-hospitalar – ambulâncias de suporte de vida usadas por grupamentos de bombeiros em vários Distritos da região metropolitana de Chicago; além de determinar a prevalência de resistência a oito antibióticos, dos isolados de S. aureus detectados.

Método: 71 ambulâncias de suporte de vida foram analisadas nos postos de bombeiros de 34 municípios em oito áreas da Região Metropolitana de Chicago. Vinte e seis [26] superfícies foram amostradas em cada uma das ambulâncias. Amostras foram colhidas de Outubro de 2009 a Abril de 2010. As ambulâncias e municípios foram escolhidos baseados na resposta recebida via email do convite feito anteriormente aos Coordenadores de Serviços de Emergências Médicas do norte de Illinois. As equipes de ambulâncias não tinham conhecimento prévio das visitas de amostragem. Amostras das ambulâncias foram realizadas pelo mesmo indivíduo, através de swabs umedecidos, os quais foram enviados para cultura e processados em meios laboratoriais próprios.

Alguns Resultados: ao menos um isolado de S. aureus foi encontrado em 49 das 71 ambulâncias (69,0%). No geral, 77% dos isolados de S. aureus demonstraram completa resistência a um dos antibióticos testados, sendo que 21% eram resistentes a oxacilina e 12% resistentes a cefoxitina. Superfícies das ambulâncias onde isolados de MRSA foram detectados: bala de oxigênio [1], sensor automático de pulso/dedo [2], braçadeira direita [2], braçadeira esquerda [1], cinto inferior do assento [1], oximetria portátil de pulso [1], oximetria portátil de dedo [1], bolsa de infusão intravenosa e conexões [1] e estação de trabalho [2]. Isolados de S. aureus sensíveis a oxacilina e cefoxitina [MSSA] foram detectados de forma disseminada em praticamente todas as superfícies das ambulâncias.

Conclusão: Dado a frequência com que pacientes e profissionais de Serviços de Emergência entram em contato com várias superfícies das ambulâncias, não foi surpresa encontrar nesse estudo que, quase 70% das ambulâncias abrigavam pelo menos um isolado de Staphylococcus aureus. Mais do que um terço de todos os isolados eram resistentes a mais do que um dos antibióticos utilizados no estudo.  Necessária atenção meticulosa à limpeza adequada de ambulâncias de atendimento pré-hospitalar de emergência.

Você pode acessar o artigo no site acima ou em Rago et al _ AJIC Abr2012
                                                                                                                                                                                                                                                  – Kátia Costa 

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