Publicado no Infection Control and Hospital Epidemiology – ICHE

Jan/2013 – Vol.34(1): 1-14 [Sievert, Dawn M. et al]

Desde 2005 o “National Healthcare Safety Network” [NHSN/CDC] vem coletando dados de infecções relacionadas à assistência [HAIs] de diversos hospitais e outras instituições de saúde americanas, bem como dos microrganismos isolados nessas infecções com seus respectivos perfis de susceptibilidade. A análise desses dados produz medidas resumos de prevalência de resistência antimicrobiana em diferentes cenários de saúde e essas medidas auxiliam os controladores de infecção, bem como aos gestores de políticas pública e indústria, na tomada de decisões para detectar e prevenir a transmissão de cepas resistentes. Esse relatório do NHSN sumariza a susceptibilidade antimicrobiana de cepas bacterianas isoladas de HAIs no período de dois anos [2009 a 2010].

Método: dados reportados dos hospitais no período de 2009 a 2010 foram analisados. Os dados incluídos foram relacionados à infecção de corrente sanguínea associada ao uso de cateter venoso central [CLABSI], infecção do trato urinário associada ao uso de sonda vesical de demora [CAUTI], pneumonia associada ao uso de ventilação mecânica [VAP] e infecção do sítio cirúrgico [SSI]. Os dados foram comparados com aqueles apresentados no relatório NHSN do período de 2007 a 2008. [Todos os demais detalhes metodológicos como definição de multirresistência, os patógenos reportados e ainda as análises estatísticas, ver artigo original].

Alguns Resultados Gerais: De janeiro de 2009 a dezembro de 2010 69.475 HAIs foram reportadas de 2.039 hospitais. A proporção de HAIs variou pelo tipo de hospital, número de leitos e região dos Estados Unidos. Das infecções registradas, 40% eram CLABSI, 27% eram CAUTI, 10% eram VAP e 23% eram SSI. A distribuição por categoria foi similar nos dois períodos dos relatórios NHSN. Em torno de 65% das HAIs associadas a procedimentos invasivos eram do CTI, incluindo CTIs integrados – clínico-cirúrgicos, apenas clínicos, apenas cirúrgicos e neonatais. As demais HAIs [35%] registradas foram de unidades não críticas. Das unidades não críticas, a maioria das HAIs associadas a procedimentos foram registradas nas enfermarias de pacientes cirúrgicos e rastreadas dos seguintes procedimentos: cirurgias cardíacas [22%], cirurgias abdominais [23%] e cirurgias ortopédicas [41%]. Um total de 81.139 patógenos foi registrado de 69.475 HAIs – 90 bactérias e 10% de fungos. Em torno de 82% dos patógenos pertenciam aos seguintes grupos: Staphylococcus aureus [15,6%], Enterococcus sp [13,9%], Escherichia coli [11,5%], Staphylococci coagulase negativa [11,4%], Candida sp [9,5%], Klebsiella sp [8%], Pseudomonas aeruginosa [7,5%] ou Enterobacter sp [4,7%]; outros patógenos comuns incluíram Proteus sp [2,5%], Serratia sp [2,1%] e Acinetobacter sp [1,8%].

Alguns Resultados de Resistência Bacteriana X HAIs:
● Staphylococcus aureus oxacilina resistente à isolados 54,6% em CLABSI, 58,7% em CAUTI, 48,4% em VAP e 43,7% em SSI;
● Enterococcus faecium resistente a vancomicina à isolados 82,6% em CLABSI, 82,5% em CAUTI, 82,6% em VAP e 62,3% em SSI;
● Klebsiella pneumoniae e K. oxytoca resistente as cefalosporinas de 3ª e 4ª gerações à isolados 28,8% em CLABSI, 26,9% em CAUTI, 23,8% em VAP e 13,2% em SSI;
● Escherichia coli resistente as fluoroquinolonas [ciprofloxacin, levofloxacin e moxifloxacin] à isolados 41,8% em CLABSI, 31,2% em CAUTI, 35,2% em VAP e 25,3% em SSI;
● Enterobacter sp resistente as cefalosporinas de 3ª e 4ª gerações à isolados 37,4% em CLABSI, 38,5% em CAUTI, 30,1% em VAP e 27,7% em SSI;
● Pseudomonas aeruginosa resistente aos carbapenens [imipenem e meropenem] à isolados 26,1% em CLABSI, 21,3% em CAUTI, 30,2% em VAP e 11,0% em SSI e
● Acinetobacter baumannii multirresistente à isolados em 67,6% em CLABSI, 77,6% em CAUTI, 63,4% em VAP e 43,9% em SSI.
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O estudo é bem extenso e traz muitas outras tabelas interessantes como, por exemplo: comparação do perfil de resistência entre os CTIs e as unidades não críticas, comparação do perfil de resistência em cada tipo de infeção reportada acima, entre o período de 2007-2008 com o atual 2009-2010; etc.

Vale a pena ler o artigo na íntegra.

Se você desejar obter esse artigo, escreva para katia.costa@abih.net.br

                                                                                                                   Kátia Costa


 

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