Bom dia a todos!

Está ocorrendo neste momento a primeira reunião da CNCIRAS no ano de 2013. A ABIH está representada por mim, e há também representantes de universidades e comissões estaduais de CIRAS, bem como os colegas da ANVISA.

Hoje a pauta está focada na construção do Programa Nacional de Controle de Infecção,  item identificado na última reunião como componente central para o desenvolvimento das ações de controle no país. Como de costume, vou tentar descrever a reunião à medida em que ela ocorre.

09:00
Diana Oliveira (GGTES/ANVISA)
Inicia a reunião informando que o foco do governo atualmente é a segurança do paciente. O controle de IRAS devera se inserir neste contexto, e a CNCIRAS deverá se adaptar.

09:45
Maria Clara inicia descrevendo o que foi feito na reunião anterior, a ferramenta da OMS que foi utilizada e a conclusão, que foi a necessidade de determinar o PCIRAS no nível nacional.
Diana Oliveira coloca que é preciso determinar também as exigências para os demais níveis de governo e unidades de saúde.
Todos pontuam também a necessidade de articular todos os programas que fazem interface com o CIRAS no governo com as atividades da CNCIRAS, uma vez que foi identificada uma grande desarticulação entre os programas.
Dr. Luis Fernando lembra que é fundamental que hoje seja definido o Programa Nacional de CIRAS, e que esta é a pauta mestre de hoje.

10:15
Luciana Ue, representante do CGHOSP começa a descrever os trabalhos que vem sendo feitos em contratualização com hospitais, e a discussão recente da inclusão de metas de segurança do paciente. Magda Costa (GGTES) informa que a visão atual do GGTES é a segurança do paciente. O primeiro passo foi constituir a CNCIRAS. Há diversos outros grupos trabalhando em paralelo, inclusive o GT de segurança do paciente.
Dr Ricardo Kuchenbecker (UFRGS) relata a grande dificuldade de articular as ações de CIRAS entre os diversos niveis de governo. É preciso tomar cuidado para que o PNCIRAS seja relevante. Neste sentido, a ênfase na contratualização é fundamental.
Rosana Rangel (RJ) questiona se as 6 metas de segurança do paciente estão incluídas na discussão do PNCIRAS. Magda informa que sim, os itens estão em discussão.
Fabiana Souza informa que é determinação do ministro Padilha que os grupos envolvidos com qualidade do paciente trabalhem juntos, pois os esforços estão fragmentados.
Dr Marcos Cyrillo informa que a SBI, SBPC e SBM vão fazer o monitoramento da resistência microbiana no país, com recursos próprios.
Dra Denise Brandão reforça a necessidade de integrar os programas, para dar força e capilaridade ao trabalho do estado.
Magda Costa informa que as pessoas que encabeçam a iniciativa das Sociedades em resistência microbiana estão na CATREM (câmara técnica em resistência microbiana). Dr. Cyrillo informa como o projeto das sociedades tomou forma.
Dr. Luis Fernando critica a redundância da discussão e a perda de tempo até o momento com temas que já foram discutidos na última reunião, e sugere que o grupo se atenha ao objetivo de concluir o esqueleto do Programa Nacional.

11:00
Maria Clara inicia retoma então o instrumento de trabalho.
Dr. Luis Fernando inicia a redação do modelo de PNCIRAS, de forma a contemplar escopo, situação atual, objetivos gerais, objetivos específicos, métodos, metas e prazos e validade do documento.

12:00 – 13:30
Pausa para o almoço.

13:30
Retomada a discussão do PNCIRAS. Aguardem o resumo do conteúdo ao final da tarde.

Update:

O PNCIRAS foi escrito pelo grupo e será passado a limpo pela Enf. Maria Clara Padoveze, e posteriormente publicado. Contempla prioridades, metas e prazos para cumprimento no horizonte de 02 anos. Foco para indicadores de infecção (sepse e infecção em cesáreas), bem como integração com outras câmaras técnicas e devolução dos dados para estados, municípios e instituições – particularmente sobre resistência microbiana.

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