Do portal G1:

O pronto-socorro do Hospital Doutor Anísio Figueiredo, em Londrina, no norte doParaná, foi bloqueado nesta sexta-feira (7) após a suspeita de que um paciente de 71 anos estava infectado com a bactéria NDM-1 (New Delhi Metallobetalactamase), também chamada de Nova Delhi. A direção do hospital aguarda um laudo para a confirmação do caso.

“É uma bactéria rara, com poucos casos registrados. Sabemos de um caso em Porto Alegre, e outros cinco casos suspeitos em Brasília. Ela é multirresistente, mas ainda é sensível a alguns antibióticos. Pode ser grave se ela tornar-se resistente a todos os antibióticos”, disse o diretor geral do hospital, Walter Marcondes Filho.

Segundo a direção do hospital, o paciente que poderia estar com a NDM-1 morreu no dia 2 de fevereiro, por complicações pulmonares. Equipes da Vigilância Sanitária de Londrina e da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) estão no hospital desde quinta-feira (6), buscando soluções para fazer a desinfecção da unidade.

De acordo com o diretor, o pronto-socorro não receberá novos pacientes até que o hospital seja desinfetado. “Quando tem uma contaminação como esta, você tem que fechar o hospital, fazer uma desinfecção, limpar, colocar os pacientes em isolamento até que eles recebam alta”, explicou.

Sobre o paciente, a direção do hospital informou que ele estava internado há dois meses, e passou por outros hospitais. “Por isso não se sabe de onde veio esta bactéria. Além da enfermagem, tem os familiares e pessoas que o visitaram nesse período”, disse o diretor.

Segundo Marcondes Filho, os pacientes que estavam próximo da área onde o idoso ficou internado estão sendo monitorados. “Ali está internado outro paciente entubado. Por isso, não tem como tira-lo de lá agora. Na enfermaria ao lado, há outros dois pacientes entubados. Vamos pedir a transferência deles para higienizar todo o local”, disse o diretor do hospital

O hospital fará um acompanhamento de todas as pessoas que estiveram em contato com o paciente, tanto familiares, amigos, médicos e enfermeiros. A medida será tomada para impedir um possível avanço da bactéria.

(Nota: não há elementos para sustentar a informação de que se trata de “bactéria rara”. O Brasil não possui sistema de informações efetivo em resistência bacteriana e os hospitais pagam o preço por isso: ações não coordenadas e inefetivas de controle, risco para pacientes internados, aumento do uso de antimicrobianos  de largo espectro e evolução da resistência. É crucial que os dados provenientes dos laboratórios centrais sejam divulgados em tempo real para as coordenações estaduais, municipais e CCIHs dos hospitais, para que haja uma chance, mínima que seja, de estabelecer planos de contingência e controle. Da maneira como o Brasil aborda a questão, é uma guerra perdida. LFW)

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