Do portal G1 (04/02/14):

A fiscalização sanitária apreendeu 50 toneladas de alimentos e outros produtos de origem animal e vegetal sem certificação nos aeroportos brasileiros em 2013. Ao analisar esses produtos, pesquisadores encontraram 23 tipos de e vírus e bactérias diferentes.

Nas malas que chegaram de Portugal, os fiscais da Receita Federal e do Ministério da Agricultura encontraram mel, salames, queijos e até bacalhau in natura e enlatado. Tudo isso é proibido, mas o operador de turismo Jairo Toledo não sabia. “Porque você não pode trazer produtos embalados, como bacalhau, que vem numa lata lacrada? Não sabia, realmente”, diz.

No próprio aeroporto, tudo foi inutilizado. O fiscal agropecuário explica: produtos de origem animal só entram no Brasil se forem certificados. “O país de origem do produto deve certificar ao estado brasileiro a sanidade e isenção de risco de introdução de alguma enfermidade para o Brasil, como peste suína africana, peste suína clássica, doença de new castle nas aves, vaca louca”, explica Fábio Fraga Schwingel, fiscal federal agropecuário.

Em cinco anos de estudo em quatro aeroportos brasileiros, os produtos que ficaram retidos foram analisados em laboratório. Os 23 tipos de bactérias e vírus encontrados são diferentes dos que existem no Brasil e podem provocar doenças na população e nos animais.

“O povo brasileiro pode não ter imunidade a essas bactérias, que são diferentes. Os produtos de origem animal podem trazer essas bactérias dos seus países de origem”, alerta o professor de Doenças Unfecciosas da UNB, Cristiano Barros de Melo.

O Ministério da Agricultura diz que vai reforçar a fiscalização, principalmente agora, nesse período com mais voos internacionais por causa da Copa do Mundo. “Além do efetivo normal, vamos colocar 100 fiscais a mais para aeroportos das cidades sede dos jogos”, afirma Mirela Janice Eidt, da coordenação geral do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional.

(Nota: É bom ver que o Ministério da Agricultura está fazendo seu plano de fiscalização e contingência. Gostaria de saber se o Ministério da Saúde faz o mesmo – se fizer, seria melhor intensificar a divulgação. LFW)

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