Do Portal Esporte Interativo:

A recuperação de Michael Schumacher não tem sido nada fácil. Segundo o jornal alemão ‘Bild’, o ex-piloto da Fórmula 1 pode ter uma forte pneumonia, o que pode gerar muitos problemas no lento processo de recuperação. Schumi está sendo retirado, aos poucos, do coma induzido.

Os médicos devem tratar Schumi com antibióticos, mas ainda não é oficial a informação de que o heptacampeão mundial de Fórmula 1 está doente. Consultado pela publicação, o Dr. Heinzpeter Moecke, diretor do Instituto de Emergência da Clínica Asklepios, em Hamburgo, na Alemanha, disse que a pneumonia é um agravante perigoso para pacientes na situação de Schumacher. O especialista explicou que a doença pode levar à falência múltipla de órgãos, uma vez que o corpo está com suas defesas naturais bastante enfraquecidas.

“A pneumonia é, geralmente, uma doença grave e perigosa, porque o corpo recebe menos oxigênio e está bastante debilitado. Uma pessoa saudável tosse ou engole várias vezes a cada minuto, geralmente sem perceber, e isto protege os pulmões. No caso de pacientes em coma, uma secreção se forma na garganta, e não é possível tossir por causa do tubo colocado na traqueia”, disse Heinzpeter.

Sabine Kehm, assessora de Michael Schumacher não só não confirmou o boato como foi além, se negando a comentar o caso ao ser questionada pela imprensa alemã.

“Sempre que algo do tipo ocorre, minha resposta é que relatórios não vindo dos  médicos ou de mim devem ser vistos como especulação. E eu não comentarei sobre especulações”, disse Kehm.

Os médicos podem ter descoberto a pneumonia por causa de sinais clínicos como febra alta, ou até por meio de uma radiografia. A secreção no pulmão pode ser retirada por uma sonda colocada sobre o tubo de ar. O especialista consultado pelo “Bild” ressaltou que Schumacher não sentirá dor ou falta de ar, por causa da grande quantidade de analgésicos e sedativos.

“A maior parte do antibiótico é administrada de sete a dez dias. É possível sentir uma grande melhora após três ou quatro dias e, neste caso, o paciente está fora de perigo. Há também as bactérias que são resistentes a diversos antibióticos, o que pode prolongar o período de grande perigo para ele”, observou o médico.

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